Eleitores esperam requalificação dos
sete terminais de ônibus em Salvador
Insegurança e falta de higiene nas estações estão entre principais queixas. Licitação do sistema de transporte pode contribuir para melhorar qualidade.
A melhoria do sistema de transporte público e dos terminais de passageiros da cidade está entre as prioridades apresentadas na campanha de todos os candidatos à Prefeitura deSalvador. Com a proximidade da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, em 2013 e 2014 respectivamente, a adoção de um plano de transporte público eficiente e integrado, capaz de servir a população, deve ser implantado pelo próximo gestor da cidade.
Principal meio de transporte público na capital baiana, os ônibus urbanos atendem mais de 94% da demanda transportada na cidade, segundo a Secretaria Municipal dos Transportes e Infraestrutura (Setin). Atualmente, existem sete terminais de passageiros na cidade. São eles: Lapa, Pirajá, Rodoviária, Iguatemi, Mussurunga, Aquidabã e Barroquinha. Cerca de 590 mil passageiros por dia trafegam nos dois principais terminais, as estações da Lapa e Pirajá.
Inaugurada em novembro de 1982, a Estação da Lapa não passa por uma reforma há quase dez anos. A última aconteceu em dezembro de 2000. Já a Estação Pirajá, por onde transitam 130 mil passageiros por dia foi inaugurada em novembro de 1994 e a última reforma também foi realizada há quase dez anos.
A falta de segurança é uma das principais queixas dos usuários da Estação da Lapa. Segundo o relato de funcionários do local, os roubos são tão frequentes que eles já conhecem os assaltantes. Ainda de acordo com os funcionários, normalmente, quem assaltou pela manhã, volta no turno da tarde para assaltar de novo.
Por conta dessa insegurança, os donos dos estabelecimentos que funcionam no local contrataram seguranças para evitar os roubos. “Segurança é o foco principal, não só para a estação, como para toda a comunidade. Não só eu estou percebendo isso, como toda a população percebe que estamos carentes de muita coisa que os nossos governantes prometem, prometem e na verdade não conseguem cumprir nem 1/3 do que eles prometem. Essa insegurança é geral pra todo mundo que trabalha, pra todo mundo que transita na Estação da Lapa, eu acho que é geral”, relata o despachante Gerson da Silva.
Por conta dessa insegurança, os donos dos estabelecimentos que funcionam no local contrataram seguranças para evitar os roubos. “Segurança é o foco principal, não só para a estação, como para toda a comunidade. Não só eu estou percebendo isso, como toda a população percebe que estamos carentes de muita coisa que os nossos governantes prometem, prometem e na verdade não conseguem cumprir nem 1/3 do que eles prometem. Essa insegurança é geral pra todo mundo que trabalha, pra todo mundo que transita na Estação da Lapa, eu acho que é geral”, relata o despachante Gerson da Silva.
Reclamações a respeito da falta de higiene nas estações também são comuns entre os usuários. Para o administrador de empresas Ivan Andrade, a Estação da Lapa sempre foi muito ruim. “É sempre dessa forma, sempre terrível, sempre com esse acúmulo de lixo, sempre com esse acúmulo de sujeira, a questão da higiene, se você for aos banheiros, sempre de mal a pior, sempre dessa forma. Sempre nessa coisa de descaso”, revolta-se.
Assim como acontece na Estação da Lapa, o terminal de Pirajá também é criticado pelos usuários. “É horrível. A gente sofre muito aqui na estação. Passo mais de uma hora aqui. Tem dia que não tem transporte, trava tudo e a gente fica sem poder sair aqui de dentro. É um sofrimento para os passageiros. É uma vergonha. Parece que não estão lidando com pessoas humanas. Tudo quebrado, nada presta. A gente passa mais de uma hora aqui esperando. É um absurdo aqui”, relata uma passageira.
Outro fator que preocupa os usuários do sistema público de transporte é a segurança dentro dos ônibus urbanos. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, no primeiro semestre de 2012 foram registrados 1.028 assaltos, um aumento de 57% em relação a 2011, que, no mesmo período, registrou 654 roubos a ônibus. Em comparação a anos anteriores, de 2007 a 2010, quando houve uma redução de aproximadamente 42% dos assaltos a ônibus, os números comprovam o aumento da insegurança dentro dos veículos que circulam na cidade.
Licitação
Com uma frota de aproximadamente 2.800 veículos para atender cerca de 38 milhões de passageiros mensalmente, o Sistema de Transporte Coletivo por ônibus de Salvador – STCO é operado por 18 empresas que atuam, segundo a Setin, sob regime de permissão, ou seja, “sem regras para medir e executar direitos e deveres”. Isso significa que não há contrato assinado entre a prefeitura e as empresas de ônibus que circulam na cidade.
Outro fator que preocupa os usuários do sistema público de transporte é a segurança dentro dos ônibus urbanos. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, no primeiro semestre de 2012 foram registrados 1.028 assaltos, um aumento de 57% em relação a 2011, que, no mesmo período, registrou 654 roubos a ônibus. Em comparação a anos anteriores, de 2007 a 2010, quando houve uma redução de aproximadamente 42% dos assaltos a ônibus, os números comprovam o aumento da insegurança dentro dos veículos que circulam na cidade.
Licitação
Com uma frota de aproximadamente 2.800 veículos para atender cerca de 38 milhões de passageiros mensalmente, o Sistema de Transporte Coletivo por ônibus de Salvador – STCO é operado por 18 empresas que atuam, segundo a Setin, sob regime de permissão, ou seja, “sem regras para medir e executar direitos e deveres”. Isso significa que não há contrato assinado entre a prefeitura e as empresas de ônibus que circulam na cidade.
Em 2012, a Setin iniciou o processo da primeira licitação do sistema de transporte coletivo por ônibus urbano em 50 anos. O edital de concorrência pública está em fase de finalização. A minuta do edital está disponível para consulta e contribuições até o dia 4 de outubro no site da Setin. A versão final será fruto da consulta pública, juntamente com o parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM). Entre os deveres da empresa que irá administrar o transporte público da cidade, sob a fiscalização da prefeitura, está a manutenção das estações de ônibus de Salvador e a garantia da segurança nesses terminais e dentro dos veículos que transportam os passageiros diariamente.
Entre outras atribuições da concessionária que será escolhida por meio do processo licitatório da prefeitura está o dever de operar os BRTs – Bus Rapid Transit, modelo de transporte rápido, com a utilização de corredores exclusivos para tráfego, e a implantação da rede de transporte integrada ao serviço metroviário. Será função do poder público a regulamentação da fiscalização permanente dos serviços prestados pela concessionária que irá administrar o Sistema de Transporte Coletivo por ônibus de Salvador. Desse modo, a próxima administração municipal terá um papel fundamental na busca por melhorias do principal meio de transporte da terceira capital mais populosa do país
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